Internação Involuntária

Neste artigo você vai saber melhor sobre internação involuntária, como ela funciona e o que diz a lei sobre o assunto.

É sabido que, no Brasil, o aumento de pessoas com algum tipo de dependência química vem aumentando consideravelmente.

Isso requer muita atenção e deve ser pauta de debates entre profissionais e pessoas interessadas pelo assunto.

Em muitos casos, os usuários percebem sua condição e concluem que sozinhos não são capazes de controlar a dependência.

Por isso, buscam ajuda com outras pessoas e em determinadas situações permitem ser internados para realizar o tratamento do vício.

No entanto, é mais comum que os dependentes químicos não aceitem o tratamento, por não reconhecer a doença e não perceberem que precisam de ajuda.

Por isso, nosso foco hoje é a internação involuntária, onde o paciente por si próprio não reconhece a necessidade de intervenções exteriores.

Internação involuntária: o que seria?

A princípio, sabemos que a internação involuntária pode parecer uma medida extremista, porém ela pode representar um novo recomeço na vida de alguém.

Diferente da internação voluntaria, onde o próprio paciente consente com sua internação, na internação involuntária não há consentimento do dependente.

Com isso, muitas famílias insistem em evitar essa medida, pela insegurança que é sentida ao pensar na “traição” que está sendo cometida a quem precisa de tratamento.

Inclusive, em 2019 a Lei N° 11.343/06 passou a ser prever que é possível a internação involuntária.

Outra Legislação que já abordava a possibilidade eventual da internação sem o consentimento é a Lei 10.216 de 2001.

É totalmente compreensível que os familiares tenham receio de adotar essa opção, porém, não permita que ele impeça de ajudar o dependente químico.

Dessa forma, tome conhecimento sobre a lei e sobre os benefícios que a internação pode trazer, deixando de lado o preconceito que está enraizado.

O ato de optar pela internação involuntária pode ser realizado no momento em que as pessoas próximas ao dependente químico perceberem que ele não consegue discernir mais.

Ou seja, é aquele momento critico onde a autonomia do paciente já foi afetada e ele não consegue mais perceber a gravidade do seu quadro.

Como funciona a internação involuntária

Já está subentendido no próprio nome, a internação involuntária é quando o paciente não consente com seu internamento, seja por não querer mesmo ou por estar desacordado.

O processo é longo e possui várias fases que podem ser muito difíceis, momentos em que o paciente vai passar por abstinência grave e é preciso saber lidar.

Além disso, o paciente deve passar por reavaliação constantemente, porque existem situações onde o dependente fica em estado crítico e ameaça a própria vida.

É preciso que a família saiba reconhecer a necessidade de internar o ente querido, para que o quadro de dependência química dele não venha a trazer consequências fatais.

Mesmo sendo uma decisão muito delicada de ser considerada, precisa ser colocada em pauta pois é uma das melhores opções para que o tratamento de dependentes químicos tenha efeito.

Por isso, o ideal é os familiares ao perceberem que o paciente não possui mais capacidade de discernimento, fazer um levantamento de clinicas e ver qual a melhor.

O que diz a legislação sobre a internação involuntária

Atualmente, essa matéria é regulamentada pela Lei N° 13.840, de 2019, que diz o seguinte:

– deve ser realizada após a formalização da decisão do médico responsável pelo paciente;

– só deve ser indicada após uma primeira avaliação do tipo de dependência química e a impossibilidade de tratamento por outras alternativas;

– a internação pode ser interrompida a qualquer tempo pelo familiar responsável pelo pedido de internação ou pelo representante legal também;

– cada internação e cada alta, devem ser comunicadas ao Ministério Público ou a Defensoria Pública.

É claro que a lei traz mais especificações e se você tiver interesse em saber mais, é só acessar o site do planalto.

Como saber se é o momento para internação involuntária

Como já falamos e reconhecemos, é uma decisão complexa e que requer firmeza por parte dos responsáveis pela internação.

Por mais que não seja simples, é preciso saber o momento ideal para internar e evitar uma piora no quadro.

Em alguns casos, o paciente com dependência química já pode até ter passado por outras tentativas de tratamento que envolviam internação, mas não obteve sucesso.

Ademais, outra condição que deve chamar atenção são as alterações de hábitos comportamentais que indicam a perca da capacidade de autonomia e de discernimento.

Repare nos hábitos relacionados ao cuidado pessoal, oscilações no peso, comportamento agressivo e uso de desculpas ou mentiras, são alguns sinais.

Antes de tomar uma decisão, é aconselhado buscar orientação com profissionais especializados para entender se a internação involuntária é o melhor caminho.

Dessa forma, a chance de obter uma abordagem correta, aumenta a probabilidade do paciente até consentir com o tratamento e buscar melhorar sua situação.

Existem benefícios com a internação involuntária?

Assim como todos os tipos de internação trazem algum benefício, a internação involuntária também tem seus pontos positivos.

Ninguém poderia internar outra pessoa sem o consentimento dela, caso não houvesse chance de haver melhorias nas condições de vida do internado.

Por mais que a visão sobre a internação involuntária não seja favorável, é preciso começar a pensar nesse método a partir de outro ponto de vista.

O primeiro dos benefícios é a interrupção do ciclo de consumo de substancias toxicas.

É comum que a internação ocorra em momentos que o dependente está usando drogas de maneira intensa, por conta das crises e dos reflexos observados no cotidiano.

A pessoa não terá acesso aos tóxicos e passará por um período de desintoxicação, ao estar sóbria, é mais que ela perceba a necessidade de intervenção. 

Além disso, outro ponto positivo é a melhoria na qualidade de vida, uma vez que o uso contínuo de drogas causa reflexos na saúde do indivíduo.

Ao estar em uma clínica de internação, o paciente além de não estar usando drogas, irá passar por terapias e exercer atividades.

Por último, a internação pode trazer uma noção ao dependente químico de quais são as suas limitações, após o momento de crise, ele poderá perceber isso.

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A internação involuntária para dependência química e alcoolismo, normalmente não é vista com bons olhos pela sociedade, já que a maioria das pessoas veem como uma agressão ao outro, e que esse indivíduo perde do direto de escolha. Pelo simples fato de que o mesmo não consegue ver que necessita de ajuda para se libertar das drogas.

Mas isso pode ser pela falta de informação/conhecimento sobre o assunto, o que gostaria de lhe explicar agora!

A internação normalmente é feita pelo familiar mais próximo ou um responsável, pois assim essa pessoa que solicitar a internação assina e se responsabiliza pelo tratamento do paciente.

Hoje em dia podemos ficar mais tranquilos quando o assunto é internação involuntária, até porque antigamente essa pratica era ilegal, mas no dia 05 de Junho de 2019 foi aprovada uma nova lei de n 13.840, que permite a internação involuntária, ou seja, aquela que se dá sem o consentindo prévio do paciente.

Mas não é porque foi aprovada que qualquer unidade pode realizar a internação desse paciente. Somente deve ser realizada em unidade de saúde, clinicas ou hospitais que possuem uma equipe multidisciplinar especializada onde inclui um médico responsável pela unidade, onde o mesmo deverá estar devidamente registrado no conselho regional de medicina (CRM) do local onde está localizado o estabelecimento onde será feia a internação.

Com a nova lei, tornou possível e mais ágil o socorro á essas pessoas que necessitam que um tratamento com urgência. E se é isso que você está procurando, você veio ao local certo!

Aqui em nosso Portal Vida Limpa você encontra diversas clinicas especializadas em diversos tratamentos, e estamos localizados em diversos estados do Brasil, só entrar em contato com a nossa equipe que está disponível 24 horas prontos a lhe ajudar encontrando a melhor clínica para seu familiar querido e assim lhe dando total suporte nesse processo que não é fácil.

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Como funciona a internação involuntária?

Se você tem dúvida sobre a internação involuntária entre em contato com um de nosso terapeutas online, após lhe ouvir ele poderá indicar a clínica que melhor se encaixa. Havendo o consentimento da família, nós do portal Vida Limpa possuímos uma equipe especializada de Remoção disponível para ir ao local onde se encontra o paciente e conduzi-lo em segurança para o local escolhido.

Ao chegar na unidade, o paciente passará por uma avaliação com o psiquiatra da Clínica, onde será feito o prontuário reafirmando o ponto de vista médico e dando início ao tratamento especifico a esse paciente. Durante a permanência do paciente na unidade ele terá o total apoio dos profissionais para o processo de desintoxicação, reintegração familiar, momentos e tempo de auto-reflexão, avaliando a gravidade do problema.

Sendo assim o paciente tem seus valores, auto-estima e conceitos familiares e sociais resgatados, focando sempre em muita disciplina, trabalho em grupo e espiritualidade.

E no final de tudo, esse paciente acaba vendo que essa internação mesmo que involuntária foi a melhor opção para a sua vida no momento em que se encontrava. E assim ele aceitará com mais facilidade o restante de seu tratamento, e agradecendo a pessoa que teve a iniciativa de sua internação.

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