Como funciona o processo pós internação?

Muito se fala sobre a pós internação de dependentes químicos em clínicas e todo o cuidado que se deve ter durante esse tratamento tão delicado e marcante para a vida de quem está lutando para abandonar o vício em drogas.

Mas e sobre o processo pós internação? A falta de tratamento e de sequência nos atendimentos aos dependentes químicos pode ocasionar sérias e novas complicações. Por isso, é ideal ficar de olho e conferir todas as informações.

Quanto tempo dura a internação?

Antes de falar mais especificamente sobre o pós-internação, é importante saber que a internação é um processo muito importante, que deve ser realizado em uma clínica humanizada e de completa confiança da família e do dependente químico.

De nada adianta internar um dependente químico em uma instituição onde não existam especialistas e profissionais dedicados ao tratamento da dependência química de forma humanizada.

Esse atendimento faz toda a diferença e costuma ser o grande fator de decisão que leva muitos usuários a abandonarem a clínica no meio do tratamento e até ocasionar fugas em alguns casos. Acolhimento é certamente o diferencial das melhores clínicas e pode minimizar esses problemas.

A média de tempo necessário para o tratamento em clínica gira em média, em torno de 150 a 180 dias, mas usuários adolescentes ou em situações mais delicadas podem demandar mais tempo para se restabelecerem completamente.

Como funciona a internação para tratamento?

Cada pessoa é uma por isso, o tratamento para dependência química também é diferenciado a partir do histórico de vida, demandas e tipo de uso de drogas de cada um.

Nesse cenário, a não ser que o dependente químico esteja em situação de extremo uso, quando não responde por si e precisa de internação em ala psiquiátrica de hospitais comuns, os demais podem ser tratados em clínicas de recuperação, consideradas média complexidade.

O primeiro passo é o dependente químico receber todo acolhimento da equipe médica e de profissionais do local. Sua família também precisa ser orientada sobre como funciona o tratamento e quais os passos para visitas, tempo e internação, entre outras informações importantes.

É nessa etapa também que as avaliações multiprofissionais são realizadas. Psicólogos, médicos e outros terapeutas, como terapeutas ocupacionais fazem avaliação sobre a demanda do paciente e depois elaboram um projeto para o tratamento em conjunto.

Abstinência durante o tratamento – pós internação

A abstinência do uso de substâncias é uma das etapas mais complicadas no tratamento para o dependente químico e para a família. Isso porque essa fase ocasiona sintomas físicos e emocionais que demandam muita força e tratamento medicamentoso assíduo.

Assim, nessa etapa os profissionais da clínica serão chaves para acolhimento e apoio ao dependente químico, que precisará compreender de antemão que esse momento será necessário para que os próximos passos cheguem e que é um momento passageiro.

No entanto, a abstinência também existe e precisará ser mantida no momento pós internação e, mesmo com um tempo razoável de internação, muitos usuários ao saírem passam por um processo intenso de vontade de voltar ao uso.

Isso costuma ocorrer principalmente pela memória afetiva provocada pelo uso de drogas. A pessoa que deixa a clínica pode voltar a conviver no mesmo meio onde fazia uso de drogas, ir aos mesmos lugares e estar inserida em locais sociais iguais.

Assim, no momento pós internação toda orientação que é dada ao paciente é uma mudança completa de caminhos, afinal, que continua circulando em um mesmo meio de uso de drogas terá muito mais dificuldades em se manter abstêmio.

Como não recair em uso de droga no pós internação

As recaídas infelizmente são bastante frequentes e, para alguns dependentes químicos, fizeram parte do processo para deixar o vício. Mas é possível deixar de usar drogas sem passar pelas dolorosas recaídas.

Para que isso ocorra com mais sucesso, algumas dicas podem ser fundamentais:

  • Seguir o tratamento

O tratamento não acabou porque a pessoa deixou a clínica. Ao contrário, é fora da internação que toda a vida do dependente químico será vivida. 

Compreender que o tratamento é longo e contínuo e que todas as orientações e medicações prescritas na clínica precisam seguir é muito importante para não entrar em nova fase de uso.

O dependente químico em tratamento também precisa se conscientizar sobre a necessidade de continuar fazendo as consultas com médicos, psicólogos e outros profissionais que fazem parte do tratamento, sejam da clínica ou de outras instituições de apoio.

  • Não entrar em contato com usuários

Conviver no mesmo meio de uso de drogas de antes da internação certamente não terá um bom resultado. Poucas pessoas conseguem estar em meios com drogas e junto de usuários e seguir sem uso, especialmente nos primeiros anos após abandonar o vício.

Assim, quem está em período pós internação precisa estar consciente sobre os ambientes que são bons para sua recuperação e evitar os locais que remetem ao uso.

Essa é uma das principais ações para se manter bem. Procure conviver com pessoas que não usam drogas ou com quem teve sucesso em abandonar o uso abusivo e o resultado será bem melhor.

  • Grupos de apoio – pós internação

Os grupos de apoio costumam ser ponto de apoio fundamental para muitos ex-usuários que se tornaram conscientes de sua dependência química. 

Buscar convivência nesses grupos e conseguir contar com clareza sobre sua própria história é um processo benéfico que trará certamente resultados promissores para a vida de quem está abandonando o vício.

A família também pode buscar os grupos de apoio específicos para familiares e conseguir saber maiores informações sobre como ajudar e evitar ações de codependência.

Se você acompanhou todas as informações do texto, já sabe que o processo de pós-internação é um dos mais importantes do tratamento para dependência química e precisa de muito empenho e paciência, tanto do paciente quanto da família.

O passo mais importante é compreender que o tratamento não acaba ao final da internação, mas que é contínuo e necessita de cuidados por bastante tempo.

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